Local das atividades dos Núcleos de Pesquisas da CLIPP: Rua Cardoso de Almeida, 60, Conj. 111.
Informações: (11) 3864.7023 ou psicanalise.clipp@terra.com.br
1 - NÚCLEO DE PESQUISAS EM CLÍNICA PSICANALÍTICA
Atividades: 2º semestre de 2011
Seminário de leitura do Seminário 7: A ética da psicanálise, de Jacques Lacan (quinzenal)
- O problema da sublimação
- O paradoxo do gozo
- A essência da tragédia
- A dimensão trágica da experiência psicanalítica
Discussão clínica (mensal)
- Apresentação e discussão de casos clínicos ou questões clínicas relacionadas ao tema do VIII Congresso da AMP (http://congresoamp.com/pt/template.php).
- “A ordem simbólica no século XXI. Não é mais o que era. Quais as consequencias para o tratamento?”
Início: 05 de agosto de 2011,
Frequência: sextas-feiras, das 16 às 18h00
Coordenação: Carmen Silvia Cervelatti
Local: Rua Cardoso de Almeida, 60 – cj.111 – São Paulo
Informações e inscrições: (11) 3864.7023 - www.clipp.org.br
psicanalise.clipp@terra.com.br
2 – PSICANÁLISE E MEDICINA
Desde o primeiro semestre de 2006 esse núcleo vem trabalhando em torno do tema “O corpo da Psicanálise”, visando precisar conceitos teóricos que nos permitem abordar as manifestações no corpo identificáveis na prática clínica.
No segundo semestre de 2011, seguimos com o trabalho desenvolvido em torno do tema – Os usos perversos do corpo. Em tempos de um Outro que não existe, da clínica do delírio generalizado, a Verleugnung seria uma saída possível para a foraclusão generalizada? Uma via de suplência pela significação fálica, que não passa pelo recalque? Nesse caso, quais os usos e o estatuto do corpo?
Temas de pesquisa em andamento:
- Transtornos Alimentares: Anorexia, Bulimia, Obesidade.
- O corpo da medicina e o corpo da psicanálise.
- Sintomas inscritos no corpo: Conversão, FPS, Acontecimentos de corpo.
- Psicanálise e a Clínica Médica com crianças.
A quem se destina: aberto a todos os interessados no tema, mediante entrevista com a coordenação.
O trabalho acontece em reuniões quinzenais, às quartas-feiras, alternando o debate teórico com discussões de casos clínicos e de projetos de pesquisa em andamento.
Início - 17/agosto/2011 - Horário - 20h30 às 22h00 psicanalise.clipp@terra.com.br
Frequencia: quinzenal
Coordenação: Eliane Costa Dias e Niraldo Oliveira
Local: Rua Cardoso de Almeida, 60 – cj.111 – São Paulo
Informações e inscrições: (11) 3864.7023 - www.clipp.org.br
psicanalise.clipp@terra.com.br
3 – Núcleo de Pesquisas sobre Toxicomania e Psicanálise
No mal estar contemporâneo, outras constelações de sintomas são apresentadas e, poderemos configurá-las como patologias do consumo, como a anorexia, a bulimia, a obesidade mórbida e a toxicomania.
Para Lacan (1992), segundo Santiago (2001), esse é um sintoma do homem moderno, que por estar imerso no discurso capitalista, buscaria sua forma particular de obter a satisfação.
Assim, dentro desse discurso, em sua vertente médico-jurídica, é oferecida uma “prótese imaginária”, mantendo-os identificados a um significante – “eu sou alcoólatra, dependente de...”, frequentemente observados em suas falas (Miller, 1993). Segundo Miller (2000), os sujeitos ficam identificados ao lugar de objeto e não ao lugar de objeto-causa, permanecendo atados ao seu parceiro-sintoma.
A particularidade de cada sujeito é descartada e os afetados tornam-se apenas portadores de uma “doença incurável”, onde os tipos de drogas utilizadas são hipervalorizadas, classificando-os pelo uso, abuso e/ou dependência presentes no CID-10/F10-19 (OMS, 1990). Nesse campo a cura passa primeiramente pela exigência da abstinência e, em seguida, pela introdução de medicamentos e orientações dentro do enfoque comportamental e cognitivo.
Os toxicômanos, por sua vez, não se apresentam à clínica, divididos e desejosos de saber sobre o seu “mal”, sedentos por uma interpretação. Desejam apenas amortizar a angústia e, talvez, um “saber-fazer” algo com seu corpo devastado por essa forma de gozo além de uma forma de manejar a castração (Coelho dos Santos, 2002; Mollo, 2009).
Assim, no campo da toxicomania, caracterizada pela ação (atuação) dos sujeitos, exigiria, também, um ato por parte dos psicanalistas que, ao assumirem a posição de analista, ofereceriam um lugar para o particular de cada sujeito. Um ato que, como diz Mazzei, escapa ao modelo do sintoma freudiano.
O presente núcleo buscará subsídios teóricos que sustentem outro olhar no campo da toxicomania, pautados pela clínica e a discussão de casos.
Coordenadores:
Durval Mazzei (dr.durval@uol.com.br)
Eliane Lima Guerra Nunes (elguerranunes@gmail.com )
Referências:
COELHO DOS SANTOS, T. O analista como parceiro dos sintomas inclassificáveis. In: A fuga das doenças impossíveis. Latusa: n° 7. Rev Escola Bras Psicanálise. Rio de Janeiro: Contra capa Ed.; 2002.
LACAN, J. O Seminário, livro 17: o avesso da psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar; 1992.
MAZZEI, D. Toxicomanias. São Paulo: Editora Escuta; 2000.
MILLER, J.-A. Para una investigación sobre el goce autoerótico. In: Sujeto, Goce y Modernidad: Fundamentos de la clínica, Toxicomanía y Alcoholismo. Instituto del Campo Freudiano - Atuel. Buenos Aires: TyA; 1993.
MILLER, J.-A. Os circuitos do desejo na vida e na análise. Rio de janeiro: Contra Capa; 2000.
MOLLO, Juan Pablo de. La eyaculacion precoz, la toxicomania y las muletas de la época.Pharmacon 11; 2009. pag 161-7.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE - OMS/WHO. Código Internacional de Doenças - Décima revisão (CID-10), 1990. Disponível em: http://www.who.int/classifications/icd/en/. Acesso em: 01 dez 2006.
SANTIAGO, J. A Droga do Toxicômano: uma parceria cínica na era da ciência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor; 2001. pag. 188-198.
Próximas reuniões: sábados, 02 de julho e 6 de agosto de 2011
Horário: 10h00
O núcleo é oferecido gratuitamente para estudantes e profissionais interessados no tema. Para participar basta contatar um dos coordenadores e comparecer às reuniões.
Rua Cardoso de Almeida, 60 cj 111
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